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Salvato Feijó (1878 - 1959)

Autor de peças de Teatro muito apreciadas e Poeta, com obra publicada sob o pseudónimo Salvareno.

Em 14 de julho de 1878, nascia em Ponte de Lima, Savato de Meneses de Castro Feijó1, poeta e dramaturgo, oriundo de uma família fidalga que tinha as suas raízes na Galiza e o túmulo de um ascendente, "grão caçador e monteiro", no Convento de Celanova, ao rés do rio Minho. Era sobrinho, pelo lado paterno, do grande poeta parnasiano António Feijó, também este natural da histórica vila limiana.

 

Retrato em fotografia de Salvato Feijó, numa representação teatral.
Retrato em fotografia de Salvato Feijó, numa representação teatral.

Retrato em fotografia de Salvato Feijó, numa representação teatral.

Graças às diligências do tio, junto à influência do seu amigo, poeta e romancista, Luís de Magalhães, então Ministro do Reino ("Agora um assunto particular. Meu sobrinho Salvato de Menezes de Castro Feijó, filho do meu falecido irmão José, deseja ser nomeado aspirante de Alfândega. Fez concurso e foi bem classificado. Podes pedir este favor ao teu colega da Fazenda? Se podes, obsequeias-me em extremo" - de uma carta de António Feijó a Luís de Magalhães, datada de Estocolmo, a 15 de junho de 1906), Salvato ocupou o cargo de aspirante de Alfândega em Viana do Castelo, chegando ao posto de sub-inspector, quando foi demitido por participar na revolução de 3 de fevereiro de 1927, contra a ditadura militar implantada no ano anterior.

Segundo uma nota biográfica confidencial, em meu poder, do seu conterrâneo, o contista e historiador Júlio de Lemos, dirigida ao poeta Carlos de Lemos, Salvato Feijó esteve "na cadeia por três ou quatro vezes - nmas longos meses - por adversário da ditadura".

 

1. Salvato Feijó era filho do advogado Dr. José Joaquim de Castro Feijó e de sua mulher D. Maria Emília dos Aflitos de Meneses Montenegro, da Casa de Nossa Senhora do Amparo de Romarigães (Paredes de Coura), moradores na vila de Ponte de Lima, numa casa da rua de Santo António. Esta casa já hoje não existe, uma vez que toda aquela rua de Santo António foi desafetada do domínio público e integrada em 1891 nos terrenos da Villa Moraes, que então se constituía. Nela nasceu Salvato Feijó, bem como seu pai e seu tio, o grande Poeta António Feijó, Casou em 1906 com D. Maria José Barbosa Meira, com geração (Nota do Coord.).

Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.
Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.

Capas das quatro obras de Salvato Feijó publicadas em sua vida, três com o pseudónimo Salvareno. Em Quinquelharias (1906), contudo, refugia-se no anonimato assinando Um Pontedolimense.

Após a sua demissão foi, até à morte, em 18 de abril de 1959, gerente da Empresa Cinematográfica Vianense, Lda, exploradora do Teatro Sá de Miranda. Tinha, aí, o gabinete privado, onde escreveu as suas obras dramatúrgicas e a sua poesia, quer lírica, quer satírica, ou destinada às coplas das revistas-do-ano, compostas ao violino, tocado com alguma mestria. Usou o pseudónimo "Salvareno", para assinar as suas peças.

O primeiro texto teatral, de que se conhecem algumas cenas, data de 1902 e intitula-se "D. Baganha e Areosa", escrito em verso, para uma récita particular, em que o autor foi intérprete, possivelmente inspirado no "D. Beltrão de Figueiroa", de Júlio Dantas, ou, até, em "O Fidalgo Aprendiz", de D. Francisco Manuel de Melo. Todavia, parece que Salvato se estreou, no género, com "A Cigarreira", dois atos em verso, escita no Café Gelo lisboeta, numa única noite, por aposta entre estudantes, precisamente na mesa em que Buíça e Costa combinaram o regicídio. Desconhece-se-lhe o original, como o de "Círculos Errados", "que se lhe seguiu" (Júlio de Lemos), espécie de opereta, a iniciar a carreira de teatro musical de Salvareno.

Salvato Feijó, com oitenta anos, numa caricatura de Araújo Soares
Salvato Feijó, com oitenta anos, numa caricatura de Araújo Soares

Salvato Feijó, com oitenta anos, numa caricatura de Araújo Soares

Todavia, a sua primeira peça editada é o monólogo satírico "O Pires de Aguardente" (1903), de colaboração com José de Matos, a evocar o "Auto da Rainha Cláudia", de Júlio Dantas, bem como "A Ceia dos Cardeais", do mesmo autor. É, ainda, sob a égide de Dantas, que Salvato Feijó leva à cena e publica, em 1908, o ato em verso "Um Velho Conto", 'lever-de-rideau' baseado num pequeno conto do escritor francês Catuto Mendés.

Só em 1923, o dramaturgo se liberta do estilo afetado do criador de "A Severa" e descobre a simplicidade lírica, a clareza e a moralidade de Mestre Gil, escrevendo a sua obra-prima, "A Feiticeira da Fraga", auto pastoril editado postumamente. Em 1925, prossegue idêntico percurso estético, com "Auto da Mentira", ainda mais arreigado aos 'aitos' vicentinos.

Entretanto, ia divulgando, em palco, as suas revistas de costumes locais, que ele próprio encenava - "Ai, que me Trilhas?..." (1905); "Quem vai Nisto?" (1914), de colaboração com o seu concunhado José Couto Viana (Sandy) e com o jornalista Fernando Brandão; "Vai...na Fita" (1915); "Meninas, da nossa Barra!..." (1934) e "Aí vai disto..." (1939). Deixou, inédito, o auto pastoril em verso "O Canistrel".

A sua poesia andou esparsa por revistas e jornais, ou oculta nas gavetas da sua banca de trabalho, Só por 1990, o filho mais velho do escritor, José Lopo Freijó, decidiu reuni-la, deixando ao autor destas linhas a grata tarefa de a selecionar e prefaciar, encarregando-se a Câmara Municipal de Viana do Castelo de a dar à estampa, em 1992.

Trata-se de uma poesia elegantena forma e nos termos de galanteio amoroso e gentileza palaciana, repassada de aguda ironia e doce malícia, bem como de uma sensualidade discreta, sugerindo a inspiração do cantor das "Bailatas", ainda que lhe falte a densidade de alma de António Feijó.

Mas, quanto nos deixou do seu talento poético, é suficiente para o julgarmos um dos mais lídimos poetas da Ribeira-Lima.

Capas de duas publicações póstumas de Salvato Feijó - Feiticeira da Fraga (impresso em Viana em 1936 mas só publicado em 1990) e Poesias Escolhidas (1992).
Capas de duas publicações póstumas de Salvato Feijó - Feiticeira da Fraga (impresso em Viana em 1936 mas só publicado em 1990) e Poesias Escolhidas (1992).
Capas de duas publicações póstumas de Salvato Feijó - Feiticeira da Fraga (impresso em Viana em 1936 mas só publicado em 1990) e Poesias Escolhidas (1992).
Capas de duas publicações póstumas de Salvato Feijó - Feiticeira da Fraga (impresso em Viana em 1936 mas só publicado em 1990) e Poesias Escolhidas (1992).

Capas de duas publicações póstumas de Salvato Feijó - Feiticeira da Fraga (impresso em Viana em 1936 mas só publicado em 1990) e Poesias Escolhidas (1992)


António Manuel Couto Viana


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