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A intervenção arqueológica no Largo Camões - Ponte de Lima
28 de Janeiro de 2004
A intervenção arqueológica no Largo Camões - Ponte de Lima
A intervenção arqueológica no Largo Camões - Ponte de Lima

ALMEIDA, Carlos ALberto Brochato de - A intervenção arquelógica no Largo Camões - Ponte de Lima. Portugália, Nova série, vol. 25 (2004). p. 141-180.

 

Introdução:

Para muitos naturais de Ponte de Lima o Largo Camões é o espaço mais nobre, a sala de visitas de uma vila milenar, cujas raízes se podem procurar na mutatio Limia, que o Itinerário de Antonino colocou na estrada Bracara Augusta-Tude, bem junto ao Rio Lima e à única ponte que à data o atravessava (Almeida, 1998, 244-245).
Viajantes, soldados, funcionários da administração romana, feirantes, comerciantes, peregrinos, simples passantes, ao longo de dois milénios serviram-se daquela ponte e atravessaram o espaço da actual vila por dois caminhos distintos: circulando pela via XIX do Itinerário de Antonino e pela via secundária que vinha dos lados da portela da Facha. No primeiro caso, a aproximação à ponte fazia-se através de um caminho que, no final da Idade Média, deu corpo à Rua da Ponte (Andrade, 1990, 40-41) e que, contornando a Fonte da Vila, subia a pequena ladeira onde está a Câmara Municipal onde se localizava a desaparecida "Porta de Braga", uma das entradas que integrava o sistema defensivo medieval e sítio por onde anteriormente passava a dita via romana. No segundo caso, na época romana, a estrada secundária fazia a sua entrada, no actual aro da vila, por um caminho que corria junto ao rio, desde a capela de Nossa Senhora da Guia, para, séculos andados, já com o burgo fortificado, o acesso fazer-se pela porta do Souto ou de S. Benedito. Em qualquer dos casos, nunca, até ao último quartel do séc. XIX, o trânsito de peões e de carros, fossem eles bois ou cavalos, fez-se atravessando aquele que hoje é o Largo Camões, pelo simples facto que não existia.
No actual espaço físico desta praça, que ficava dentro da cerca, havia espaços verdes, casas e quintais, que estavam balizados a norte pela Rua da Ponte, na qual entroncava a Rua do Rosário - Amélia Aguiar Andrade coloca a entroncar com ela, erradamente, a Rua Cimo de Vila (Andrade, 1990) - e a sul pela Rua da Ribeira, hoje chamada do Postigo e que desemboca no Passeio 25 de Abril, bem ao lado da Torre de S. Paulo ou da Expectação. (...)
 

 

Texto Integral (pdf)

 

Fonte: Repositório Aberto da Universidade do Porto


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