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De Santa Marin ha de Gontinhães a Vila de Âncora (1624-1924). Demografia, Sociedade e Família
06 de Março de 2012
De Santa Marin ha de Gontinhães a Vila de Âncora (1624-1924). Demografia, Sociedade e Família
De Santa Marin ha de Gontinhães a Vila de Âncora (1624-1924). Demografia, Sociedade e Família

REGO, Maria Aurora Botão Pereira do - De Santa Marinha de Gontinhães a Vila de Âncora (1624-1924). Demografia, Sociedade e Família. Braga: Universidade do Minho, 2012. 399 p. Dissertação de doutoramento em História.

 

Resumo:

A presente dissertação tem como principal objetivo estudar a evolução dos comportamentos demográficos da paróquia de Santa Marinha de Gontinhães ao longo de três séculos, numa perspetiva microanalítica, o que permitirá compreender a sua dinâmica populacional mediante os métodos próprios da Demografia Histórica. Neste sentido, recorremos à metodologia de reconstituição de paróquias, proposta por Norberta Amorim, organizando a informação proveniente dos registos paroquiais de batismos, casamentos e óbitos, conducente à construção de uma base de dados demográfica, aberta ao cruzamento nominativo com outras fontes, como registos notariais, movimento de doentes, tabelas de preços de cereais, registos de passaportes, ordenanças, testamentos, publicações periódicas, entre outras. Este processo permitiu avançar para a compreensão das estruturas familiares e das práticas socioculturais. Procurámos ainda comparar estes comportamentos com os que se verificaram no Alto Minho durante a mesma época contribuindo para o conhecimento mais aprofundado da demografia da região. Num contexto regional com grandes similitudes sociais, culturais e económicas entre subpopulações, decorrente da predominância de uma agricultura de subsistência e de um sistema de pequena propriedade fundiária, a mobilidade constituiu um fator-chave para o equilíbrio demográfico destas sociedades, determinando comportamentos específicos a nível da fecundidade e da nupcialidade. Até ao início do segundo quartel do século XIX, a paróquia caracterizou-se por um crescimento populacional quase nulo, consequência da atuação de mecanismos autorreguladores de Antigo Regime. A partir desse momento, a fixação de uma comunidade marítima, maioritariamente oriunda de A Guarda (Galiza), impulsionou a pesca, atividade até então inexistente. Os marítimos, com padrões comportamentais diferenciados, onde sobressai a permanência de elevadas taxas de fecundidade, contribuíram de forma decisiva para a rutura das seculares dinâmicas demográficas e para o crescimento populacional. Simultaneamente, desenvolveram-se os banhos terapêuticos e outros setores económicos, que exerceram um forte poder de atratividade sobre a paróquia.
Nesta conjuntura, assistiu-se a uma deslocalização do antigo centro comunitário das cercanias da montanha em direção ao litoral e, simultaneamente, a paróquia viria a transformar-se na freguesia mais populosa do concelho, tendo sido criadas as condições para que a aldeia fosse elevada a Vila Praia de Âncora em 8 de julho de 1924.

 

Texto Integral (pdf)

 

Fonte: RepositóriUM


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